A economia de Angola registou uma expansão de 3,5% no primeiro trimestre de 2025, impulsionada sobretudo pelos sectores não petrolíferos, que continuam a ganhar dinamismo. Agricultura, comércio e telecomunicações apresentaram desempenhos positivos, contribuindo para o reforço da actividade económica nacional. No entanto, este crescimento global contrastou com o desempenho do sector que historicamente tem sustentado grande parte das receitas do Estado.
O sector petrolífero, responsável por um peso significativo na balança de exportações e nas contas fiscais, registou uma queda de 4,4% em comparação com o mesmo período de 2024. Esta redução está directamente ligada ao decréscimo nos volumes de petróleo bruto extraído, consequência de limitações operacionais, maturação natural dos campos e desafios relacionados com novos investimentos. A redução da produção reflete-se também nas receitas fiscais, que continuam dependentes do crude.
Especialistas alertam que este cenário reforça a necessidade de acelerar investimentos em exploração, reanálise de blocos maduros e criação de condições mais atractivas para investidores estrangeiros. Ao mesmo tempo, indica-se que Angola deve continuar a diversificar a economia, reduzindo gradualmente a dependência do ouro negro. Para o futuro imediato, espera-se que novas rondas de licitação e projectos como a Refinaria do Lobito possam ajudar a reequilibrar o desempenho do sector.
Fonte: Mercado – Jornal Mercado













