No terceiro trimestre de 2025, Angola registou uma despesa de 709,32 milhões de dólares na importação de combustíveis refinados, totalizando cerca de 1,2 milhões de toneladas métricas adquiridas no mercado internacional. Este volume de importações representa um acréscimo de 47,32 milhões de dólares em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando a dependência do país de combustíveis processados no exterior.
A crescente procura interna por gasolina, gasóleo e outros derivados tem pressionado as contas públicas e o sector logístico, uma vez que a capacidade de refinação nacional ainda é limitada. As operações da Refinaria de Luanda têm sido importantes, mas continuam insuficientes para atender o consumo crescente, obrigando o Estado a recorrer ao mercado externo para suprir as necessidades energéticas. A variação dos preços internacionais tem impacto directo nos custos de importação.
Especialistas afirmam que a entrada em funcionamento das novas refinarias do Lobito e do Soyo deverá contribuir para a redução das importações, permitindo ao país transformar internamente parte significativa do petróleo que produz. Estes projectos são vistos como fundamentais para assegurar maior autonomia energética, estimular a economia local e reduzir encargos fiscais associados à importação de combustíveis.
Fonte: OPaís – Tem tudo













