Relatório Aponta Perspectivas Negativas para a Produção Petrolífera até 2032

Um relatório do Centro de Investigação Económica da Universidade Lusíada de Angola (CINVESTEC) apresenta uma avaliação preocupante sobre o futuro da produção petrolífera nacional até 2032. De acordo com o estudo, o país enfrenta riscos de declínio contínuo caso não sejam descobertas novas reservas e não sejam desenvolvidos projectos significativos de exploração. A queda natural dos campos maduros é um factor que vem sendo observado nos últimos anos e tende a agravar-se.

O documento destaca que a maior parte da produção actual provém de blocos que já ultrapassaram o pico produtivo, encontrando-se agora em estágios de declínio. Embora esforços tenham sido feitos para promover novas rondas de licitação, o retorno destes investimentos ainda é lento e insuficiente para compensar o decréscimo. A dependência de tecnologia avançada e custos elevados de operação também surgem como entraves para uma recuperação rápida.

O relatório conclui que, para reverter este cenário, Angola deve intensificar a pesquisa sísmica, promover parcerias estratégicas, melhorar o ambiente regulatório e investir em geociências e inovação. A aposta em energias alternativas também é apontada como uma oportunidade para diversificar o sector energético e reduzir vulnerabilidades económicas associadas à volatilidade do petróleo.

Fonte: Diário Económico (Moçambique)

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