O Gás Natural Consolida-se na Economia Angolana: Um Peso de 11% nas Exportações

O panorama das exportações em Angola está a registar uma mutação significativa. Segundo dados recentemente avançados pelo jornal Expansão, o gás natural já representa 11% do total das exportações angolanas, consolidando-se como o segundo produto mais importante da nossa balança comercial, apenas atrás do petróleo bruto.

Este crescimento é de tal ordem que o valor arrecadado com a comercialização de gás vale agora quase o dobro das receitas provenientes dos diamantes, sector que historicamente ocupava o segundo lugar no pódio das exportações nacionais.

2025: Um Ano de Recordes para o Gás

O ano de 2025 ficou marcado pelo maior volume de exportação de gás de sempre na história de Angola. Este é o terceiro ano consecutivo em que as receitas do gás superam as do sector diamantífero, o que demonstra que a estratégia de monetização das reservas de gás natural está a dar frutos sólidos.

Enquanto o sector diamantífero também registou um crescimento (cerca de 15% face ao período homólogo), não conseguiu acompanhar o ritmo de expansão do segmento do gás, impulsionado pela estabilidade da produção e pela procura externa, especialmente no mercado europeu e asiático.

O Papel do Novo Consórcio de Gás (NGC)

Este desempenho assinalável coincide com avanços operacionais importantes. O Novo Consórcio de Gás já iniciou operações com uma capacidade inicial de exportação em torno dos 150 milhões de pés cúbicos por dia, um marco que promete injectar ainda mais dinamismo na economia nacional e reforçar o papel de Angola como um fornecedor fiável de energia no contexto global.

Diversificação dentro do Sector Extractivo

Para a comunidade do Petrowomentalk, estes números são particularmente relevantes. A ascensão do gás reflecte não apenas uma oportunidade de negócio, mas também um passo importante para a sustentabilidade do sector energético angolano. A transição para uma economia onde o gás assume um papel preponderante permite mitigar a dependência excessiva do petróleo bruto e abre novas janelas de oportunidade para quadros técnicos e gestores que operam nesta cadeia de valor.

Apesar de o petróleo continuar a liderar as vendas ao exterior, o “ouro negro” enfrentou recentemente alguma volatilidade nos preços, o que realça a importância estratégica de termos o gás e os diamantes a sustentar a balança de pagamentos.

Conclusão

A consolidação do gás como o segundo esteio das exportações é uma notícia positiva para o desenvolvimento industrial de Angola. Com os novos investimentos em curso e a entrada em funcionamento de novos campos, a expectativa é que esta tendência se mantenha, reforçando a posição de Angola no mapa energético internacional.

Fonte:
https://expansao.co.ao

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